quarta-feira, 15 de abril de 2009

Meus poemas.

Essas bobagens è o resultado de minhas boemias, de minhas andanças por essas terras italianas.

Filosofia do Boêmio.

Pra rabiscar sentimentos a vida deve estar a mil.
Não adianta tentar traços desnecessários se o existir è pacato.
As mazelas, os excessos, o extraordinário faz o canto dos corações.
Não importa se o sangue verte pelos poros.
Se a alma chora.
Nada!

Sentimento nasce de forma espontânea e fica ali.
Cresce ou diminui bem longe de regras sociais ou etiquetas.
Quem pode revelar os segredos de um copo de Uísque?
Não interessa as conseqüências.
Quem tem coragem quer descobrir.
Provar!

Ah! Mas a vida não pode desanimar.
Ela recomeça das migalhas de amor que è de outro.
Da boca vermelha que já beijou o outro.
Dos porres presenciais e catastróficos.
Dos grandes fragrantes.
Amores!



Fora de sentido

Eu juro e esconjuro de dar um basta no amor.
Essa dor que não respeita ninguém.
O intruso chega sorrateiro e faz um estrago.
Quieto, calado, penetrante, intrigante.
Vai lá no fundo, provoca uma terrível dor.
Eu apunhalo meu peito, como numa suplica desesperada.
Sem remorsos, sem rancor, sem nada

Eu não entendo meu fracasso, eu escrevo meu escracho,
Uma traição a mim mesmo, rabisco enquanto junto meus cacos.
Sim! Esse sentimento me estraçalhou, me quebrou, me fez pedaços.
Mas sou forte, vou destruir quem me fez morrer um pouco.
Não è ódio, não è frustração, não è nada.
É um peso que incomoda não me deixa voar.
Já perdeu a intensidade, não è mais amor de outrora.

Quando uma pessoa quer a outra e já não pode, perde a graça.
O colorido vira preto e branco cai bem uma cachaça.
Mas uma bem forte pra lavar a alma, pra tirar à rítmica e a métrica da vida.
Pra desconstruir a poesia, destruir o tradicional e reinventar.
Eu prometo me defender de mim mesmo.
Mas vou virar a página.
Vou sepultar o que restou amor.
Me recriar!


Já faz tantos meses.


Já faz tantos meses.
Lembro-me dos seus olhos.
Daquela voz macia, fria, ia.
Lá no centro do meu entendimento ela esta a perturbar-me.
O perfume da tua pele, o desenho dos teus movimentos, o teu toque.
A minha mão na sua, os corações, a vida ia.
E eu não percebia.
Saber que você se foi pra sempre è a perda maior desse mundo.
Você foi tão importante pra mim.
Com os tijolos que me ajudou a juntar criei meu castelo.
Mas a forma com que você se foi desmoronou a metade dele.
Não tenho o direito de julgar o que è justo.
Mas sua falta deixa um vazio enorme.
Meu muro tem brechas, devo tapá-las urgentemente.
Antes que os tesouros que guardei sejam saqueados.
Com o que restou vou construir um museu.
Eu sei que em algum lugar desse imenso cosmo você esta bem.
Sou certo que um dia nos veremos, nosso amor è puro.
Eu já não posso ouvir tua voz
Não posso sentir teu toque, teu cheiro, teus conselhos.
Não tenho tuas mãos, nossos lhos nessa terra jamais se cruzarão.
Mas do meu coração ninguém pode tirar você.
Eu sentirei saudades por muitos outros meses.
Mas sei que nossos pensamentos estão seguros.
Eu te amarei por toda vida.
Teus olhos não vão se fechar.
Ainda que a extinção tente.
Eu os vejo.


Incertezas

O que posso fazer se o medo de te perder me faz perder eu mesmo dentro de mim.
Esse sentimento me perturba me atemoriza, me judia.
Mas me da um prazer enorme!
O mundo não faz sentido sem você por perto!
Será por isso que você se vai?
Dia após dia me deixas um pouco e eu me despeço de você.
Esse teu ser moleca levada me faz perder a noção, me faz rasgar os diplomas e me faz menino.
E o perigo, ah! Ele esta dentro dos teus olhos quando me faz lembrar o oceano!
Você me faz perder o fôlego, tira meu ar...meu juízo.
Mas eu estou te perdendo e me perdendo também.
O que fazer com suas ironias de menina levada?
Porque devo sentir tanta raiva pelas minhas fraquezas?
E você sabe exatamente como me provocar, como ter espinhos.
Ah! Você sabe me fazer ganhar a via Láctea sem, sair do chão.
Que poder hipnótico estão escondidos nessas curvas lindas e perigosas,
será que è pecado te querer bem, te desejar tanto, querer tua purezas só para mim.
Claro que seus defeitos te deixam com um charme encantador.
Eu te amei com todas as forças que pude, foi tão bom.
Amei ver você com raiva e saber que tua voz e teus olhos mudavam de curso.
Amei ver o medo de se entregar no fundo dos teus olhos.
Como foi bom ver tua alma bagunçada e com medo de viver esse amor.
Foi mágico ver você com raiva de mim e de você porque não queria me querer.
Mas era só isso que queria. Se eu não te incomodava, você reclamava.
Queria-me.


Olhos.

Mais um tempo se acabou.
Não sei se ele foi exatamente do modo que planejei.
Mas o monte de coisas boas que esse período me deixou foi coisa pra poucos experimentar.
E que raiva deu de mim mesmo!
Quando me vi eternamente enfeitiçado por aqueles olhos verdes que não quiseram me enxergar.
Bem feito, quem mandou não ficar na minha.
Não existia o direito de querer mais que uma aventura.
Mas eu vivi. Vivi! Ah!!! Você pode imaginar o quanto.
Vomitei tudo de ruim e curti cada momento.
Cada toque de nossos corpos, de nossas mãos, a cumplicidade, o arrepio na pele... tudo!!!
Valeu a pena, amar aquele verde profundo foi fácil demais.
Mas o ciclo acabou,
o amor virou passado,
o olho se fechou.

Pedacinho de Poema

Não sei ao certo quando parar.
Me preocupar com o começo também não serve.
Parece que estou no meio,
Não!
Estou vizinho do fim.
Estou fechando um ciclo
Morri.

Pequeno poema.

O que eu espero da vida è uma dose a mais.
Espero tudo de bom que ela pode me dar.
O som do mar, a luz do sol, o verde das plantas e o azul do céu.
Quero todo o segredo escondido nas fontes.
Os raios mais fortes de luz.
Capazes de descongelar meu coração adormecido.
Quero refutar meus problemas e dançar.
Mergulhar no mar, me banhar de luz, apreciar o verde e descansar no céu.
As fontes me darão de beber os segredos escondidos.
Minha alma se iluminara.
Eu terei algo mais.
Que a vida me da.


Pra se apaixonar.


Pra se apaixonar você tem que estar de bem contigo mesmo.
Deve se olhar no espelho e ver um Narciso.
Não importa pra amar vale um mito
Você deve se recriar, se reinventar, renascer.
Se você for capaz de tudo isso passara a ver a pessoa amada.
Ela vira...bela, serena, encantadora.
Você ficara, pirado, enlouquecido, entorpecido.
Quando se der conta já fez todo, já disse tudo, quebrou a cara.
Não se preocupe não, as coisas se ajeitam.
Pra se apaixonar você tem que se doar a você mesmo.
De rever a alimentação e fazer de seu corpo uma escultura.
Malhe, soe, transpire.
De o seu melhor para a vida que ela se entregara a você.
Essa força mágica te ensinara a amar, a se apaixonar.
Ame a natureza e seus encantos, os sons, as cores, os sabores.
Assim sua alma gêmea será atraída até você.
Não existira vergonha quando se apaixonar.
Você enfrentara o mundo, tenha certeza!
Sempre foi assim.
Mas não se esqueça.
Você tem que se amar primeiro.
Senão a paixão não vem.
O amor nao chega.


Separação


Como foi insuportável a dor de te perder!
Era assim grande que me dilacerava os músculos.
Penso que foi esse mal enorme que me rasgou em trapos o coração.
Eu te chamava alto esperando uma resposta.
Mesmo sabendo que isso era impossível, você já não estava.
Haviam-me dito que essa dor era verdadeiramente destrutiva, mas eu não podia raciocinar a dimensão... as dimensões!
Provei o cálice amargo de te ver ser engolida pelo tempo e a razão.
Ainda vive a profundidade do teu olhar, da tua vontade de não me deixar andar.
A tua bagunça.
Posso sentir o macio dos teus cabelos.
Por entre os vãos dos meus dedos eu vi você escoar, escapar, andar, acabar.
A eternidade se firmou por um instante entre nos dois. Você, como sempre...divina.
Alínea, ilhada, oculta.
Terra mágica dos meus oceanos internos.
Por isso eu rasguei os mapas e atirei nas águas a bussola.
A doçura dos teus olhos ainda me bagunça, me ofusca e me faz segar os horizontes.
Ha...como eu gostava do teu desarrumado, da desordem que você me provocava!
Como me faz falta.
Ainda dói muito, os desencantos dos teus encantos, nossas tardes de verão.
Eu sei exatamente o que è tremer ao escutar tua voz.
Também não tive assunto, motivo, razão, não tive nada, só queria te escutar.
Você provocou a desordem dos meus mundos, tirou minhas verdades, me deu suas mentiras.
Ainda è presente os teus aromas.
Mas a tua pele esta longe, longe, longe.
Onde a bruma se forma.
Na terra mágica.
Onde não posso chegar.
Isso acabou.


Sem nome.

Gosto de brincar com as palavras.
Me da prazer vê-las pular de La pra Ca, de Ca pra La.
Contando-me segredos, revelando-me verdades.
Inventando-me sonhos.
Mas são só palavras,
Desunidas, separadas, divididas.
Elas não sabem o poder que possuem quando estão juntas.
O poder de desmantelar um império è delas.
Revelar um grande amor e missão delas.
Elas também contam grandes traições.
São elas capazes de surpreendentes revelações.
Palavras imortalizam emoções.
Escancaram os corações humanos.
Palavras, palavrões, palavrinhas.
Historias inhas, ias.
Conto todas essas letrinhas
Eu faço a poesia.
Daqui pra li.
De La pra Ca.
De ca pra la.
Assim.

Cerveja.

Quanto é vazio a espuma da cerveja!
Não vale a pena a ressaca do dia seguinte.
Como é vago o coração de um bêbado.
Não vale a risada dos seus espectadores.
Mas essa gente precisa da água dourada.
Impossível transformar em palavras a dor de uma mãe sem filho.
Não posso nem mesmo descrever a frustração de um filho sem pai.
Da mulher cabisbaixa sem o marido não queria nem registrar.
Mas no final de semana a espuma branca encanta.
O liquido amarelo inebria.
Tudo acontece.

Um sonho a mais

Sonho um sonho a mais,
Procuro ir além dos meus espectros e viver.
Travar as minhas guerras e me projetar cada minuto.
Minhas miragens de paz e ver o bem vencer o mal.
Os meus entardeceres são doces presenças.
E até do mais profundo silencio descubro sons.
Meus paradigmas são quebrados.
As fronteiras sempre estendidas.
Vale a pena um sonho a mais.
Ainda que seja rápido.

Guerra dos Sexos.

Quero sobreviver aos meus conflitos!
Talvez tu tenhas razão em me dizer certas verdades.
As minhas certezas poderão ser removidas.
Não posso falar do que não vivi. Hereditariedades?
Mas ratifico que uma alma trovadora sabe sugar verdades não vividas.
Posso perceber muito mais que os seres humanos prosaicos.
Ver através dos olhos. Sofrimentos?
Espiar as janelas da alma me è comum.
O seu desgosto não me convenceu.
Tira-me do nada, mas me leva a lugar nenhum.
Sua vontade de reviver me arrebatou do chão. Verdades?
Como sou ingênuo diante dos sentimentos de uma vida.
Vejo tudo de alma limpa e isso me amedronta.
Os restos de amores que visito me traumatizam. Tormentos?
Mas perceber os olhos de Deus é sonhar a pureza do bem.
Isso me faz querer ir além, invadir um mundo estranho.
Eu procuro a razão que não vem de mim. Dilemas?
Teu amor de menina era um conto de fadas!
Um encontro mágico, imperfeito, mas teu!
Planos, sonhos, projetos que se foram.
Que direito eu tenho de invadir teu mundo encantado?
Ele não esta mais lá, como fumaça se desfez.
Restaram desencantos, frustração, mentiras.
Apesar dos momentos felizes e das juras de amor.
Palavras que não fazem sentido.
Lugares que já não são. Paradigmas?
Mas você saiu ferida de tudo isso.
Sonhou, voou alto, reviveu à sua tragédia pessoal.
Os céus te deixaram sonhar novamente.
Quando olho nos teus olhos.
Vejo sonhos bons de quem quer tudo novo.
Mas de quem tem muito medo dos seus interiores particulares.
Uma metade que fala de amor, outra que prega o mundo sombrio das desconfianças.
Já escreveram que o amor è possível quando se acredita nele.
Digo, porém, que é perigoso.
Talvez eu mudasse de idéia. Opulências?
Viraria a pagina e viveria o melhor dos meus dias.
Apesar de veres saqueados meus pontos de fé.
Apego-me aos meus conceitos.
Fizestes rever o que me afugenta.
Provocou em mim o pânico de um furacão.
Disse-me que a bondade entre um homem e uma mulher não existe.
Mas estavas completamente enganada.
Um homem jamais viveria com os fantasmas que uma mulher traz na alma.
Jamais poderia suportar suas desconfianças.
Suas síndromes traumáticas.
Loucuras?


Viver


Ponderar passados estrutura o presente.
Estratégias acertadas criam um amanha brilhante.
Entretanto, quantas amarguras revividas para essa sentença.
Existe um universo diante de mim.
Independente das emoções vividas.
As forças são pequenas diante dos espaços multiformes.
A vontade de superá-los impulsiona.
Ter que viver uma noite fria e escura è ruim.
Achar o equilíbrio entre uma manha de sol e uma tarde cinza è ainda pior.
As emoções fervilham enquanto a vida passa.
Isso não preocupa.
Momentos vividos servem de bagagem.
Os erros são tremendos professores.
Os acertos nada mais que deveres da consciência.
Os tramontares grandes conceitos.
Entretanto, o refletir ainda è o caminho mais aceitável.
No presente mora toda a certeza.
O momento seguinte pode ser seu ultimo momento de futuro.
Viver ainda vale à pena.
Sonhar ainda faz bem.
À alma.
Ao corpo
À mente.
Viva.


Explosão Fatal

A importância dada a um sentimento è sinal.
O primeiro de que vai começar uma guerra.
Você contra você mesmo.
Não! Você contra o mundo.
Contra as regras impostas!
Versus a hipocrisia.
O contraste,
O embate,
O Desastre!
Uma explosão que sai dos olhos.
Um sangue transparente que corre a face.
Some na terra seca sem levantar pó.
Mas no coração já fez um estrago.
E fatal. Esta começando a pior guerra.
A guerra dos Cupidos.

Confabulação.

Eu sou apenas criador de fabulas.
Um tolo que vê mais cor no azul do céu.
O tipo que rabisca sentimentos,
Fala de sentimentos desencontrados.
Acredita num ponto de vista.
Vê a terra patética dos homens.
Tudo è concretistas.
Isso è poesia?

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